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A idéia de exercícios
mentais sempre exerceu um grande fascínio sobre mim. Por ser um fã
incondicional de esportes, ficou muito fácil transformar a atividade
mental numa eterna brincadeira. Essa é a intenção. Os verdadeiros
campeões sabem disso, produzem mais e melhor nas suas modalidades
esportivas quando se divertem fazendo aquilo que amam.
Quando se adquire o
hábito de exercitar a mente, está na verdade abrindo as portas para
a criação. A criação de novos conceitos, a formulação de novas
idéias, a concepção de novos produtos. Todas as invenções, grandes e
pequenas, são resultados da atividade pensante, do exercício de
jogar com as idéias.
Geralmente quando
falamos em ginástica física nos referimos ao condicionamento,
aprimoramento ou manutenção de um corpo físico sarado. Quando se
trata de recondicionamento ou reparação de um músculo lesionado
dizemos fisioterapia. Mas, quando falamos em ginástica mental, não
fazemos distinção entre prevenir ou manter e restaurar. Por isso há
alguma confusão, e muita gente pensa que ginástica mental é uma
espécie de terapia para dementes. Não é.
A ciência começa agora
creditar os benefícios da aeróbica mental, da ginástica psicofísica,
dos exercícios cerebrais relacionando-os a boa memória, raciocínio
claro, acuidade mental, harmonia e até saúde física e mental. Assim,
acena com a possibilidade de um importante e eficaz antídoto contra
a depressão, a angústia, o mal de Alzheimer, o Ler/Dort, a
fibromialgia dentre outros males modernos.
A prática habitual de
exercícios mentais deve ser tão natural quanto possível,
aproveitando cada situação do dia-a-dia, fazendo disso um desafio
constante à imaginação. Nisso consiste a verdadeira ginástica
mental.
É isso que pode manter
nossa sanidade e expandir nossas habilidades tão necessárias no
mundo insano em que vivemos.
Geraldo Costa |